domingo, 3 de novembro de 2013

POEMA SUJO DE FERREIRA GULLAR - wikdicionario


Ficheiro:Cistrum ou Citola.JPG

O incompleto não existe
é meio
do caminho
metade
do caminhante
e da meta
do caminhão
em declive ou aclive.
( O caminho
é o próprio caminheiro,
o andejo,
mas não o adejo
da mariposa sem pejo
que vejo viajor).

O completo existe
E é o ser
em forma e pharma
vinculado ao amor
que une com sua cola
as partes incompletas
e inconclusas
num todo completo
complexo.
Complexão
que cobra
a cobra
de cabo a rabo:
ofídio anelado).

Dentro e fora do verbo
in verbis e logos
a completude
e a incompletude
urde trama
na imobilidade do ser
e não-ser
ou na volúpia por movimento
expresso no princípio
do pensamento heraclítico
bem como na superação dialética
retesada pelo pensar aristotélico
que tira e atira a flecha de Zeno, o eleata,
- do arco em paradoxo vergado
pronto e apto a alvejar a aporia
afiada na filosofia de Zenão de Eléia
a denegar o movimento.
( Heraclítico : heraclítico é 
Ferreira Gullar, poeta filosófico,
no "Poema Sujo,"
no qual pergunta por tudo
e nada firma e afirma
nem denega ao ser
nem ao não-ser dos eleatas,
mas vinca a água
do vir-a-ser
que perpassa rio, barca e barqueiro...
- vinca-a com quesitos
à montante e à jusante 
do rio que encontra o filósofo Aristóteles
a meditar na obra de Rodin...)

O cão é completo
mas ganha outro estofo de completude
ao se unir
na complexidade conexa
da cópula
do macho e da fêmea :
cão maior e cão menor
no céu mentor de luz
acasalados.

Canis Majoris e Canis Minoris
no arco dado abobadado do céu
cava uma cova
que é uma veia cava
e um veio de ouro
- ouro de não tolo
ouro de sábio
ouro de vida
com vida
que deixa quedar semente
ao inspirar e expirar
no oboé
em boca que é
para oboé
enunciar solenemente
o princípio
e o príncipe
bem-nascido menino
nos Jardins da Hespérides
que respira e alimenta o fogo
em usina existente na planta da vida
da engenharia e arquitetura
dos gênios telúricos
que habitam os verdes na clorofila,
leito, leite e mel da vida
que, todavia, também
enterra no ventre da terra
para a morte
e o renascimento
o animal e o inseto
cuja planta da vida
feneceu no androceu e gineceu
do vegetal sistema de inteligência vital
do animal e da planta
pois este é seu
meio de vida
em meio ao ambiente,
no abraço acolhedor do bioma
que nos ama
tal e qual mãe e amada.

A semente é porção,
poção, princípio do jângal;
metade do caminho
na bifurcação que leva
do vegetal ao animal :
flexão de bem e mal
se há tal e qual
apartado da doutrina de Maniqueu;
coito de gineceu e androceu,
acasalamento de macho e fêmea no cio,
amor apaixonado
- de homem trovador
e mulher encantada
a ouvir  suas cantigas de amor
ao som do alaúde ou cistre(cistre!).
Cítola.

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domingo, 20 de outubro de 2013

LULAS(LULAS!) - taxonomia taxionomia


A Jarro de vinho
O pensamento da ciência moderna e coeva é todo o pensamento de Aristóteles : é uma invasão ao pensamento do estagirita, pensamento esse que nos invade e nos domina, enquanto ciência, mesmo antes da Idade Média, entre os árabes, depois de ser o fundamento teórico do mundo romano e da Hélade gloriosa; ou : o espírito de Aristóteles paira soberano sobre as águas que inundam e afogam a ciência moderna e contemporânea; ainda : a filosofia de Aristóteles é o método, a lógica silogística, ou seja, o silogismo, a ontologia que põe o ser do pensamento hodierno no mundo-cão (mundo cão?, senhores cínicos!).
Enfim, o pensamento do filósofo Aristóteles é a ciência atual que perdeu o fio da meada ( ou de Ariadne) ao passar e perpassar pela mente de inúmeros filósofos e pensadores da modernidade, pós-modernidade ou o mais que seja rotulado de moderno pelos devotados devotos com ex-votos que, concomitantemente, foram devorados pelo Minotauro em passos ritmados pelo labirinto do Palácio minoico de Cnossos(Knossos).
Esse pensamento originário na mente do filósofo do Liceu e em torno de seu contexto( derrame de contexto!), é a ciência moderna, coeva, a viger na forma clássica , foi uma escolha do estagirita, dentre outras escolhas possíveis e passíveis de ser  feita no bojo do pensamento do filósofo que, por sua vez,  descamba em escolhas colhidas por outros pensadores e filósofos pósteros.
O pensar do filósofo fundador do Liceu é uma opção dentre outras opções do seu próprio pensamento possível e passível num contexto historial, cultural, intelectual, tendo como substrato línguístico, gramatical, semântico no grego da época do ser pensante em filosofia ou com a perspectiva filosófica que, anteriormente, não era opção disponível no universos das culturas e civilizações sobre a  face da terra, - pensamento esse eleito dentre outras pensares possíveis e passíveis de ser falso ou verdadeiro, a consonar com  a conclusão e a exclusão do silogismo que põe o princípio da contradição ou do contraditório, princípio fundante do saber, do conhecimento e da justiça,  se a há.
O pensante estagirita elege uma metafísica ( um pensar puramente teórico, abstrato, lógico, separado dos objetos concretos) fundando uma gnosiologia, uma epistemologia com um pé na metafísica ( universo pensado) e outro na física ( o mundo sensível,  sentido), que pensa para lá do ser e para além do pensar físico da ciência comezinha. Retira o corpo à ontologia e se reveste da couraça do besouro da metafísica, que ouve Beatles.
O mundo ocidental pensa Aristóteles na gramática, filologia, ontologia, metafísica...bebe o filósofo na cultura, tem-no embutido na civilização, desenhado nos signo de suas obras literárias-filosóficas.Literatos, filólogos, estetas, filósofos de longa vadiagem...de longo curso de vagabundos pelos prelos dos mundos..., pobres derviches adoradores do cosmos e amantes da pobreza sanfranciscana, que os deixa livres, sem as cadenas da fortuna ou do casamento, que é uma forma  do fandango...
Aristóteles é o ocidental pensante, postado por Rodin, que o aniquila ao afogá-lo nas águas do pensar filosófico, qual outro Narciso sem trama no mito.
Não existe ciência alguma, mas várias formas eletivas de ciência, dentre as quais uma somente é eleita para ser a representação da ciência ou a ciência escolhida. No caso da cultura e civilização do ocidente..., senhores e senhoras do peixe, amigos e companheiros peixeiros que vendem a religião sob o signo do senhor das águas cristalinas dos riachos e dos mares verdes, azuis, de písceas águas, piscinas para pescados, pescados tratados sob psicultura : polvos, lulas(lulas!), mariscos, siris, caranguejos, crustáceos ...:ei-los : os pescados!, ó cristãos de pouca fé!
No que tange à técnica, é o  primeiro pensar e agir pensando-pensante, ou o pensante. A técnica é  anterior a essa eleição teórica de Aristóteles, a  qual se revirou em teoria denominada tecnologia : o logos, o dizer, a teoria do fazer (tecnicismo), o fazer pensante,  filosofante, teorético, haurido do teorema que aflige o fazer sem pensar : fazer acrítico, anti-kantiano, proto-kantiano, pré-kantiano, pós-kantiano,  antes e depois do pós-guerra.

 Ficheiro:Anforagrega-atenas.jpg
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sábado, 12 de outubro de 2013

MURTA, MIRTA DECUSSADA - taxionomia taxonomia



Um dia irei ter às terras
para onde minha mãe foi
na sua derradeira caminhada
em busca de Orfeu e Eurídice.
Vou parar definitivamente nas terras
aonde mãe está a encetar nova jornada
pelos subterrâneos do Hades.
Terras?! - Não são terras;
céus?! - Não são céus;
aguas?! - não são águas;
ares?! - Não são ares,
mares, gares... - Não são gares!...
- no muito são esgares
escondidos na máscara mortuária
ou algum naipe :
o Ás do baralho
oculto na manga da mortalha
pelo trapaceiro contumaz
para o caso de haver um jogo de azar
que o Livro dos Mortos não preconiza.

Mãe não foi a lugar nenhum,
nem ficou por aqui,
apenas perdeu um corpo
para a morte,
mas continua a habitar outros corpos
em oito filhos
( uma oitava acima do registro do violino
à mão do violinista azul celeste de Chagall)
e outros tantos netos, bisnetos e tataranetos
que vieram e que virão na viração,
nas asas das  procelárias
que chegarem para visitação
e na concha acústica do molusco vieira.
Agora ela assiste  aos descendentes
de dentro da alma deles :
nossas almas rosáceas
tirante a uma variação do verde.

O morto, a morta, a murta,
com sua filotaxia decussada(decussada!),
não vai nem vem de lugar nenhum :
fica enterrada, emparedado(o morto) no corpo
ou cremada(a morta, a murta)
e dissipada pelas cinzas das horas
do poeta Manoel Bandeira
em primícias de lírica eremita.
( Mãe me ensinou a piscar
para por água na terra
que o vento sopra nos olhos
lendo as Liras de Marília de Dirceu
do poeta Antônio Gonzaga,
respirando uma Arcádia imaginária
na vida da mirta, murta-comum ("Myrtus communis"),
vegetal florido que se leva de Afrodite a Vênus,
através o caminho de través da Hélade
e vai até Jesus na manjedoura
com a casca da madeira raspada em mirra,
célebre incenso do Oriente
e coroa a noiva com sua grinalda.

A vida do ser humano
está escrita no Livro da Vida,
obra-prima da natureza com faunos e Flora,
mas deságua no Livro dos Mortos
onde há uma cruz ansata
e uma cruz romana.
Empós a cruz romana,
carga para uma vida inteira
de camelo devotado
a um império de feras,
bestas asquerosas,
descritas nos fabulários dos prudentes filósofos,
- vem ( e vinga!) a cruz cristã,
que cobre o sepulcro ou a cova rasa,
pois nem a natureza aceita a morte,
tampouco a Terra ou a terra
ou o ar que envolve a carcaça do cadáver
junto ao séquito de vermes,
em redor do morto, da morta
e do bicho em decomposição.
O defunto é uma escuridão interna,
caverna negra
cujo sol se finou.
Finado, dobre de finados
nos sinos a bimbalhar
em lúgubres responsos
para um "pobre "Alphonsus""!,
uma louca "Ismália"
que padeceu o setenário das dores de Nossa Senhora,
de Nossa Senhora, minha mãe!,  - em terra!,
onde tudo dói de fato
e não  em quimera celestial,
onde nada dói em dó maior
na dosimetria ministrada por Tchaikovisky,
sem dó alguma,
mormente quando a demência de Alzeihmer
chega ao ápice...
- pois quando Alzeihmer enloqueceu
e duplificou a visão da lua
no "Delirium tremens"
uma lua pisava o mar
e outra pesava o céu do morcego
e do mocho do campanário.

Mãe, como todos nós,
perdido o pouso do corpo
em que estava a exercer o ser,
dirigir o  drone, o submarino nuclear...,
vai despertar budicamente,
- bruscamente nos corpos dos outros entes,
os quais possuem seus pedaços
do Frankenstein fantástico,
que é a soma do soma
do que somos
em todos os  corpos humanos
dos nossos antepassados.
ascendentes, descendentes,
os quais se acham agachados a cuidar das estâncias
que são seus corpos  filiais,
na carne viva
e  às vezes em chagas
dos netos, bisnetos, tataranetos....
corpos nos quais dormia a mãe viva,
historiada pela Bela Adormecida no Bosque
e ainda com sono em Branca de Neve,
que acordou Neves, no Brasil
daquele pau-brasil
queimando sob o anil
recortado pelo anum
de pio ímpio,
penas negras apenas,
voo capenga:
vulto da noite
sem vago lume.
Vaga lume, vaga!,
que a noite não tem luzerna de vagalume.
A morte é noite sem fim
apenas num corpo finado
do qual se salta para a luz
- num salto mortal
do trampolim do trapezista
cuja flexibilidade é eco de vitalidade plena.
É mister não errar a acrobacia,
por  isso recomendo aulas
no Cirque du Soleil
para evitar uma segunda morte inútil
e um outro processo de desterro
enfadonho e longo à Kafka
descrito minuciosamente no Livro dos Mortos
com toda a burocracia ultramundana em detalhes.

 
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

ESCAMBO(ESCAMBO!) - wikcionário wikcionario etimo

Cobra Urutu Cruzeiro
Sugiro a Deus,
se é que Ele continue a ser elencado
entre os seres,
- que reinvente, recreie-nos!, crie, recrie - o tempo,
modificando-o, inovando-o no ovo,

( ab ovo e - "abre ovo"! )...
- Sugiro!,  enquanto sujeito,
que o tempo não seja mais algo fixo,
porém um portal aonde possa passar o ser humano
- portal de entrada e saída
de um mundo que foi real
e continue sendo-o na senda,
na venda, no escambo(escambo!), 
no amor que arrepia...
ao bel prazer de cada um
que vá e venha em revisita
a um tempo antigo que retorne ao cotidiano,

que vá  a pé, agora e hoje,  ao pretérito
e do passado ao hoje e agora
seja um passo
ao paço,
porém não enquanto e apenas 
as penas de uma memória nostálgica,
mas íntegro, completo, 
com todo o seu cosmos,
plexo, nexo, sua complexão e compleição,
a qual fornecia corpo e alma,

espaço e tempo,
para todos aqueles seres humanos
abrigados na casa daquele tempo
em que o templo, agora em pó,
a consonar com a profecia,
estava em pé com pedra calcando-o
e ao pé  do tempo

e da escadaria que corria ao templo
feita criança efusiva.

Templo no tempo, então,  em retorno pleno,
na categoria substância,
que sustem a tese de Aristóteles.
Templo no qual se ouvia recitar 
( e se pode ou poderá ouvir 
a qualquer instante)
o arcanjo e o serafim
em preces sem fim
- com récitas para três violinistas azuis-miosótis
e dois violinistas verdes-rãs,
com face no anfíbio,
no sátiro, no fauno...

 
Sugiro à divindade 

que eu possa visitar,
revisitar,
o tempo em que meu filho e minha filha
cabiam no espaço emoldurado 

das teias de teses que a aranha esqueceu de arranhar,
- teses, em tese!, de susbstância temporal
que os vestiam com tez de crianças
e eu com um capote de pai inexperiente,

pele incipiente...

Faço esta sugestão,

que é uma eufêmia,
ao Ancião dos Dias :
que eu possa retomar o caminho
( ou ir ao sapato!)
da casa paterna e materna
como quando eu era criança
e podia conviver com meu pai e minha mãe
naqueles tempos de antanho
com fogueira de São João a queimar
e estanho a espocar seu grito de lata
( o grito do estanho no quadro 'O Grito"
- de um Munch boquiaberto
entre a corrosão da ponte
e outras ligas metálicas
que não possuem o metal cassiterita,
de onde vem o óxido originário do estanho).

Liga metálica e não-metálica
de estanho com estranho!,
sugiro ao senhor Deus dos homens justos,
dos homens de bem,
dos virtuosos arrolados em Ética a Nicômaco,
da lavra do filósofo estagirita,
( quão presunçoso sou e solução na solução!
- que tudo apaga com rasto d'água)
que o tempo soprado no oboé da bolha
- como melodia da infância,
insuflada pela oboísta-criança,
crie, recrie, recreie com o universo-tempo
aonde possamos trafegar,
trafalgar, quiçá,
antes que o demônio no homem
tome pé sobre as cristas das ervas escarlates
derreadas no sangue derramado inutilmente
pelo punho-punhal em serviço nas aras,
porque ruim o ser humano é
e tão nocivo
que o santo
é sua pior forma de perversidade
-  hedionda!
( Hediondas suas ondas senoidais!
O que não é de onda!...
mas de loca
onde se esconde a louca moréia,
sob arrecifes, restingas:
escolhos que não  escolho
olho no olho,
dente no dente...dentina!).

Sujo sugiro ao deus dos totens e tabus,
dos caititus, das urutus , dos urubus,
porém não do que o arcabuz
busca
no rastilho da pólvora
- em polvorosa!
( Goza e glosa
a morte de um grande diabo
que está no mundo
e é o mundo no giramundo
e no redemoinho que enreda
o vento moenda na moenda
- dos glosadores!);
sugiro  no giro do redemoinho
d'água e vento,
ao deus do redemoinho,
ao velo velho do vento em espiral...
- a estes com dez denários, enfim,
sugiro, por mim e para fim,  esta hipótese :
que o que nos enfileira em leva de prisioneiros do mal
é o grande diabo que mata
quando nos esgueiramos sorrateiros na mata
ou nos protegemos ( e aos genes!)
sob a casamata com paliçada :
ele, o grande diabo,
dá-nos, aos dentes viperinos,
uma dose do mal
que nos envenena
e leva o próximo a morte tóxica :
hemotóxica, neurotóxica.


O estado de direito
ou sem direito : de fato, 
é o grande demônio
devorador de homens.
Não, Rousseau, o homem não é
de todo mal,
mas quando em   instituição
ou na forma coletiva,
ou seja : em sociedade corruptora, 
o estado é um diabo fora de controle,
que domina e embriaga seus pretensos controladores,
seus políticos e seus pensantes cientistas geopolíticos:
é a polícia que massacra indefesos,
enquanto corporação(corporação!)
ou corpo de monstro sanguinário,
o juiz que age pelo algoz,
o direito que aniquila as mentes
com seus embustes doutrinários
e seu doutos escravos e mendazes,
pois tudo o que é oficial é mendaz :
mente descaradamente tal qual, ou mais,
que a mais mendaz das marafonas.

O mundo é o grande diabo preto e branco
- em preto e branco crucificado no xadrez,
n'álma das crucíferas
cruzeiras no céu noctívago
e na cabeça da urutu
rastejante qual arroio de rocio 

marcadas por patas de rocim com veneno
- e cruzeiro benzido na testa
( essas urutus cruzeiras!
com o sinal da santa cruz
na terra da Vera Cruz))
sob as ervas daninhas
aninhadas na terra chã,
ao rés do chão,
por escabelo dos pés...
de Nossa Senhora,
a Virgem Imaculada
que pisa a cabeça da cobra
no céu radiante

Entre nós, a nos separar,
não a nos atar nuns anuns,
no meio do caminho do "pinhéu" onomatopaico do gavião,
a alguns passos dos sapatos,
a urutu nos guarda do nosso amor. 

Bothrops alternus no Rio Grande do Sul, no Brasil.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013

ÍCONES(ÍCONES!) - wikdicionário wikdicionario etimo

Nietzsche diz com propriedade que são os filósofos quem dão os valores, são eles os verdadeiros senhores, pois são os criadores de valores, os legisladores do seu povo.Os políticos, por seu turno, apenas executam o serviço sujo, que é a política, enquanto a elite intelectual, que verdadeiramente comanda, porque livres, “escrevem” com o fogo da paixão as tabulas de valores que regerão o seu povo e, quiçá, o mundo.
Os filósofos evocam a casta dos Brâmanes, na Índia : são a classe mais elevada, a escol que, por isso mesmo, deixam às classes que se lhes seguem na hierarquia, cuidar de comandar o povo, enquanto eles, os sábios brâmanes ( e a estirpe dos filósofos ocidentais) comandam de fato e de direito o mundo com seu intelecto superior e sua emancipação mental e física,pois são os senhores de si antes de o serem dos outros homens abaixo em hierarquia de valores reais.
A economia da ciência e das formas  da ciência que acatam um objeto para estudo e assim forma um canteiro de conhecimento sobre determinado objeto conceituado, limita a forma de conhecer denominada economia com valores que, se não tem perspectiva filosofante, não vem da doutrina dos filósofos e, portanto, não pensam os valores, mas os retiram ao senso comum que provem das superstições do povo e não de um intelecto lúcido e cultivado na erudição e na experiência vital que pode ser lidas em obras de vulto como “ O Príncipe” de Maquiavel, obra tão inacessível à maioria dos intelectos, acessível apenas aos intelectos mais refinados, que quase ninguém consegue ler livremente, sem cortina moral ou “ véu de Maya “ que lhe tolde os sentidos e o intelectos, pois é obra para fino filtro e para homens cujo espírito é profundamente e profusamente livre : obra para criadores de valores que regem o mundo dos homens, não para meros animais domésticos que sonham nas cátedras dormindo sob soporíferos dogmas. O sono dogmático de que fala Kant.
“ O Príncipe”, da lavra de Maquiavel, é uma das poucas obras que enunciam valores de forma científica, um das poucas obras de ciência e filosofia. Nele beberam Nietzsche e todos os demais grandes filósofos e verdadeiros eruditos que existiram após a obra. Viveram intelectualmente à sombra de tão curto, mas tão brilhante e livre opúsculo. : ciência exata da política. A maioria dos intelectuais não analfabetos quando se trata de ler este opúsculo luminar  de Maquiavel. Não é leitura para beatas e beatos.
Os valores da economia, assim entendida pelos seus cultores, não são filosóficos, não apresentam tal perspectiva e, por isso, pesam e encarecem o custo da economia no orçamento de uma nação. Senão vejamos. As regras são feitas para serem quebradas se necessário e por quem tem força para parti-las, quando demanda a necessidade e a plasticidade ou flexibilidade do sistema em as regras estão incursas, sob normas e princípios que são mais importantes e significativas que elas ( as  regras frágeis e feitas para serem ágeis, não estorvos, pedras de tropeço para mentes hesitantes, acomodados na obediência estúpida e perniciosa, que custa caro à economia, a toda economia humana) : os criadores de valores, porém seus guardiões tomam-na sempre ao pé da letra, como totem sagrado e não as quebram nunca nem permitem que os criadores as quebrem e façam novas porque não concebem nada melhor e mais sagrado do que uma regra perene, um ser fora da cifra do seu tempo. Assim se tornam as   regras, sob a égide dos guardiões mandriões,  um ser fora do seu tempo real, um anacronismo ( um não-ser, rascunho em  desmanche) e isto custa caro á economia e é empecilho  ao crescimento econômico e social, bem como político. O custo disso também está ancorado nos interesses dos que comandam o povo. A regra foi feita pelo homem e para o homem, não o homem para a regra.
Os “brâmanes”, no ocidente,  não  têm poder algum, senão intelectual; comandam pelo intelecto, sem outro intermediário que não fosse o livro, seu mensageiro, seu Hermes, seu anjo. São “representados” ficticiamente na figura da “rainha da Inglaterra” e  reis sem função alguma que, por acaso, ou não, custam caro, são um peso  enorme e um luxo inadmissível  para a economia, mormente a atual e combalida economia européia e mundial em crise. Somente na  Idade Média, com a inquisição por guarida, puderam, sob a forma de teólogos
 ( estudiosos de um ser não manifesto no ente), ou seja, os filósofos falsos ou filósofos-políticos, cujas mãos estão sujas de sangue e poder ( o que dá no mesmo – poder e sangue não se lavam, senão no dinheiro!), comandar o mundo, ao invés de passar o comando do povo ignaro aos políticos que se lhes assemelham, resolveram comandar, mesmo porque pseudo-filósofos, limitados à ontologia divina, uma mitologia onto-teológica fundada apenas no “logos” grego, no “verbo” latino, um pensar voltado apenas à palavras e sua  gramática com sujeito e predicado. Não nego o ser de Deus, mas sua existência; já a teologia nega a ambos com seu construto onto-teológico.
Outrossim pesados, e mais que as rainhas de copas e os reis de paus, temos os bobos da coorte na forma dos esportistas, astros da música, top model, atores e canastrões célebres, enfim, os ídolos ou ícones(ícones!) do povo ( esse polvo! Acho que ninguém deveria ser povo! – é mister se educar para não se ser povo!, conquanto a escola eduque para ser essa massa amorfa); tal e estúpida idolatria do populacho infla a economia com despesas inúteis, fundadas no fato ou mito que levou o Chanel  Número 5  a ser o perfume mais vendido no mundo depois que Marilyn Monroe disse que só dormia com duas gotas do seu perfume. Isso levo à dispendiosa indústria da propaganda, cujo custo para a economia é imenso e malfazejo : é dinheiro rasgado, queimado, que faz falta na barriga da muitas nações paupérrimas. Assim o lema da anti-filosofia capitalista : a maioria vive à espartana ou na miséria para que a minoria possa esbanjar sem pudor ou remorso : a economia tem esse valor como orientação, como máxima. A sociedade humana é uma guerra ou batalha de grupos antagônicos e uns são perdedores, outros vencedores; nada há de injusto nisso. Aos perdedores o choro e o ranger de dentes, ao vencedores o butim, o espólio.
Mas esta é apenas a ponta do iceberg para um ou outro ou outros Titanics orgulhosos do seu poderio e tecnologia de ponta! – que passará da ponta à periferia!
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

CALEÇA(CALEÇA!) - wikcionário wikcionario



Após a posse dela
A pose dela
Com guedelha de estrela
A coma negra da Berenice
A contrastar com a vela
Da vela de branco alvar
Do veleiro de muito uivar
Em negro mar
Ululante no lobo
Lupino na alcateia
Vegetal no lúpulo
Procedimentar
No processo da procela
Que encapela o mar
De Omã...
Ó mar!
Oh! Mar!
De Omã
E de Sargaços!

Depois dela
Meu mundo mudou
mundano
Para um pó amarelo
Empós as alvoradas
Que somente foram alvas
Para as malvas
Dela alumiar
A lua
Que luta louca
Com vaga-lume
Em flor amarela
na lanterna
luzerna
flora amarela
Plantada em barras
Ou em levas
Que levas
Ao levante
Pós-Violeta
Letal
Que em Farol
De Alexandria
Amarelecia
Na pia
Noite
De escolhos
Sem escolha
Colho.

Empós a bela
mariposa amarela
De alelos genes
Sem leme
Ou manche
Que brigue à bolina
na Mancha
do manchego
A aspirar
A ser
em presença de tempo
galopante
grimpante
em andante
Cavaleiro
Andante.
Avante!

Pós-ela
O  cosmos demudou
Em cosmético
Mirante e  em mutação
na blusa amarela
que ela vestira
como se fora
bula papal
para minha leitura
exegética em amarelo  floral
exibida em terra e água
plantado  êxul
êxule  em geoglifo
petroglifada
hieroglifada
transcrita
em regra prescrita
ínsita nas águas santas
do São Francisco
rio à montante
indo
E à jusante
rindo
do que rio
a fio d’água
E espio
A espiã
Que me ama
Com mama
E teta
Sem treta.
Êta!

Dos  olhos dela
Em minha lapela
Capela radiante
Ficou da catedral.

Sob o sol
nos olhos dela
a cosmologia veio me transladar
em teogonia
e a demudar a cor
do meu latim
tinto
Tinte
Vinte
Vezes
- com acinte,
Às vezes...
Outras vezes
Não!
- Senão vinte  vezes
Mais
Por vez
Na conta
Que se fez
Multiplica—vos
E crescer,
Florescer,
fenecer...

Sim ela
Senhora
Semblante
No céu
É senha
Para  cometa
Que colidiu
Coligiu
Corrigiu
 minha rota
 rota
 roto sapato
De tanto
Andar torto
Par tonto
Por tanto
Que eu cometa
loucura
sem par
Sem pá
Sem pé
Nem cabeça
Sem Pi radiano
Nem caleça(celeça!)
nem pó
- sem pó
Estando
extante
Sob sol
De deserto
De desertor
Do amor
extenso
de mar a mar
a amar o mar
de Omã
e abrasar
o golfo
de Omã
em golfadas
lufadas...
ó mãe!...
- de Omã!...

Sem ti
O t
Fica sem ter
Ser
No tempo
Aberto à perspectiva
Filosofante
De Dante
Em guarda no guante.
( Viandante
Dante
à sombra
Sonora
De Nietzsche
Sombrio
Sobranceiro...).
calecheab
 profeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
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