sábado, 28 de junho de 2008

MENINO NA INFÂNCIA

Infância - crisálida de poeta
tempo mítico e real
sem a pieguice juvenil ou senil
que canta a paixão do amor
ou a avareza de possuir

As fragrâncias do caju
em flores, folhas com nervuras
tronco com esgalhos retorcidos
num esgar de bruxa
traziam o cajueiro plantado
o meio dos meus sentidos

Mãe, pai, vovó eram as vozes
o canto angelical da criança que fui
- feliz de corpo e alma!
Porquanto anjos cantavam melodias
que Amadeus Mozart sequer pôs em partitura
para o "Stradivarius" de Paganini)

Toda menina bonita era Rapunzel
Haviam bruxas más
e arrepiantes histórias de lobisomens
e mulas-sem-cabeça no escuro
que a lâmpada apagou
como se fosse uma borracha
sobre um rascunho a lápis
(histórias que a ciência
compilou como lendas : estórias)

A infância é paraíso perdido
do qual fomos expulsos
ao desabrochar da sexualidade
que alienou o amor
entre a sexualidade e o celibato

Infância é orgasmo no corpo inteiro!!!...
- Felicidade de corpo e alma!!!...

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