A voz exprime a dor, o medo, a insegurança que a existência traz a cada dia ; a paranóia e a crise de hipocondria que qualquer expressão dolorosa, por mínima, que o corpo põe a "olho nu" (olho pelado? ou olho pelado do banheiro?).
O terror pânico do câncer, que a mídia coloca cotidianamente, como um deus Pan (deus Pânico) , nos congressos, seminários, estudos cientícios sobre o tema, acabam resvalando em todos, mesmo os que sabem que tudo é mais pavor para manter a parvoíce geral intacta, sob controle.
Entretanto, o corpo, em sua mísera e opulenta fisiologia, é um mistério com os sete véus da danca do ventre : do corpo nada sabemos, nem o sabem os médicos , senão com os sentidos funcionando como batedores à cata de rastros dolorosos (mistérios dolorosos do Rosário!) para detectar, diagnosticar que algo parece ir mal.
Mas foi, creio (não no Deus dos hebreus, nem em Anúbis ou Pan) que foi apenas alguma reação a bactérias de idiotices e imbecilidades que atuam aí (lá)no mundo social.
Essa vida é muito séptica, mormente no hospital. O medo não é de morrer, mas de ficar entre os pacientes sem o benefício do suicídio ou da eutanásia. Na realidade, eutanásia é o conceito legal (institucional) para suicídio;pode-se pedir à lei (se há lei, há até para solicitação para morrer!!!) para ser morto; no entanto, o suicídio sempre é visto como perverso porque contraria a lei, o rei, Deus e Estado : a eutanásia e o suícido desdenha de tudo, põe a nu as religiões e outros simulacros (hipocrisias) que faz lei e rei na grei.
A eutanásia é a lei do rei na grei ( o rei pode ser a Igreja, o estado, a opinião pública,a mídia e, óbvio, a própria lei : o velho animal alfa escrito, desenhado ou em num novo "design").
As trevas da morte virão como um vestido e um véu de mulçumana que esconde formas ( e potencializa o desejo!) ; todavia, o pior é a vida em plena velhice, que também vem como um cavaleiro do apocalipse real, cavaleiro desgarrado!
Eu sou o cavaleiro degarrado do apocalipse!!!
sábado, 28 de junho de 2008
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